Mitos e Verdades Sobre a Extração do Dente do Siso
A extração do dente do siso — popularmente conhecido como dente do juízo — é um dos procedimentos odontológicos que mais gera dúvidas e receios entre os pacientes. Histórias exageradas, relatos de terceiros e informações imprecisas na internet contribuem para criar uma aura de medo ao redor dessa cirurgia. A verdade é que, com planejamento adequado e profissional qualificado, a extração do siso costuma ser um procedimento seguro, previsível e com recuperação mais tranquila do que muitos imaginam.
Neste artigo, abordaremos os mitos mais comuns e as verdades sobre a extração dos terceiros molares.
Por que extrair o dente do siso?
Antes de falar sobre os mitos, é importante entender por que a extração dos sisos costuma ser indicada. Os terceiros molares são os últimos dentes a nascer — geralmente entre os 17 e 25 anos — e, em muitos casos, não encontram espaço suficiente na arcada para erupcionar de forma adequada. Quando ficam impactados (retidos) ou parcialmente erupcionados, podem causar:
- Cáries e infecções — dentes parcialmente erupcionados são difíceis de higienizar, criando ambiente favorável para bactérias
- Dor e inflamação local — a pericoronarite (inflamação da gengiva ao redor do dente) pode causar dor intensa e desconforto
- Deslocamento de dentes vizinhos — em alguns casos, a pressão exercida pelo siso pode afetar o alinhamento dos demais dentes
- Formação de cistos — dentes inclusos podem estar associados à formação de lesões nos ossos maxilares
A cirurgia preventiva — realizada antes do início desses problemas — costuma ser mais simples, com melhor recuperação e menos complicações do que a extração de emergência quando já há dor, infecção ou comprometimento dos dentes adjacentes.
Mito 1: “A extração do siso é sempre muito dolorosa”
Mito. Com as técnicas anestésicas atuais, a paciente não sente dor durante o procedimento. A anestesia local é eficiente e garante conforto durante toda a cirurgia. No pós-operatório, é normal haver algum desconforto, que costuma ser bem controlado com medicação prescrita pelo profissional. A maioria das pacientes relata que a experiência foi bem mais tranquila do que imaginavam.
Mito 2: “Sempre precisa extrair os quatro sisos de uma vez”
Mito. A estratégia cirúrgica é individualizada. Em alguns casos, pode ser indicada a extração dos quatro dentes em uma única sessão; em outros, opta-se pela remoção em etapas. A decisão depende da posição dos dentes, da complexidade de cada caso e das preferências da paciente. Tudo é discutido durante o planejamento.
Mito 3: “Se o siso não dói, não precisa ser extraído”
Mito. A ausência de dor não significa ausência de risco. Muitos sisos impactados permanecem assintomáticos por anos enquanto desenvolvem cáries, cistos ou reabsorção da raiz do dente vizinho. O acompanhamento com exames de imagem permite identificar essas condições antes que se tornem problemas mais sérios. A indicação de extração é baseada em avaliação clínica e radiográfica, não apenas na presença ou ausência de sintomas.
Mito 4: “A recuperação demora semanas”
Mito. Na maioria dos casos, os primeiros dias são os mais sensíveis, com inchaço e desconforto leve que tendem a diminuir progressivamente. Muitas pacientes retomam suas atividades cotidianas em 3 a 5 dias, seguindo as orientações de repouso, alimentação e medicação. Casos mais complexos podem demandar um período um pouco maior de recuperação, mas isso é discutido antes do procedimento.
Mito 5: “Qualquer dentista pode extrair um siso”
Verdade parcial. Embora todo cirurgião-dentista esteja habilitado a realizar exodontias, a extração de sisos inclusos ou em posições complexas requer experiência específica, conhecimento anatômico aprofundado e domínio de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. Um profissional com experiência em cirurgia oral pode oferecer mais segurança e previsibilidade no procedimento.
Mito 6: “Dente do siso entorta os outros dentes”
Verdade parcial. Embora essa questão ainda seja debatida na literatura, há evidências de que a pressão exercida por sisos impactados pode contribuir para movimentação dos dentes adjacentes em alguns casos. Por isso, o acompanhamento é fundamental para avaliar a indicação de extração preventiva.
Quando procurar avaliação?
A recomendação é que a avaliação dos terceiros molares seja realizada por volta dos 16 a 18 anos, quando os sisos começam a se formar, por meio de radiografia panorâmica. Quanto mais cedo a avaliação é feita, mais informações o profissional tem para planejar a melhor abordagem — e, quando indicada, a cirurgia preventiva tende a ser mais simples e com recuperação mais rápida em pacientes jovens.
Agende sua avaliação
Se você tem dúvidas sobre os seus dentes do siso ou de alguém da família, o primeiro passo é uma avaliação clínica e radiográfica. Na Clínica RenaSer, realizamos a análise completa e orientamos sobre a melhor conduta para cada caso, com planejamento cuidadoso e acompanhamento personalizado.